sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Estudo da Itaúsa ITSA3/ITSA4

Olá, seguimos nossa série de estudos, hoje com Itaúsa.
A Itaúsa – Investimentos Itaú S.A. (ITSA3 e ITSA4) é uma sociedade de participações (holding) que lidera um portfólio de empresas que atuam em diferentes segmentos. As principais investidas da Itaúsa são: Itaú Unibanco Holding S.A., Duratex S.A., Alpargatas S.A. e NTS (Nova Transportadora do Sudeste S.A.).
Fonte: http://static.itausa.aatb.com.br/Documentos/Itausa_Relato_Integrado_2018.pdf
Uma curiosidade, todos os meses eu recebo um e-mail com o cálculo de desconto, em teoria a Itaúsa é negociada no mercado com um desconto em relação ao valor das participações que ela possui, vejam o gráfico:
Histórico do Desconto
Esse desconto ao que tudo indica, se deve ao fato dos custos operacionais que a Itaúsa tem, e que acabam comendo uma boa parte dos dividendos que ela recebe de suas participações, então se você quer receber os dividendos sem pagar um intermediário, seria melhor comprar as mesmas ações que a Itaúsa possui. O detalhe aqui é que com esse desconto, alguns múltiplos da empresa ficam melhores, comparando Itaúsa com Banco Itaú, que é responsável por 95% dos seus resultados, temos um Dividend Yield e um P/L melhor na Itaúsa.

Comparativo Fundamentos ITSA x ITUB. Clique pra ampliar
Além desses indicadores levemente melhores, ao longo do tempo a Itaúsa pode vir a investir em mais negócios, principalmente com essas privatizações que estão por sair, e eu acredito que eles saberão escolher boas oportunidades nisso trazendo valor aos seus acionistas. Mas pra quem prefere simplificar a análise, comprar ITUB pode fazer mais sentido, fica sem intermediários etc. Tem diversos vídeos falando sobre ITUB x ITSA no Youtube, vale a pena você pesquisar e assistir alguns pra ver diferentes opiniões sobre o tema.

Bom, vamos agora pra análise dos pontos anteriormente definidos como importantes para escolha de ações: Perenidade da Empresa, Rentabilidade, Liquidez e Endividamento.

1. Perenidade da Empresa

A Itaúsa tem quase a minha idade, fundada em 1991, e tem sua maior participação no setor bancário, com Itaú, que no meu ver é o banco com melhores resultados nos últimos anos, em um país onde os bancos possuem alto spread, paga um valor baixo na Poupança e empresta dinheiro a um juro muito alto. Por isso eu acredito que o setor de bancos no Brasil é um bom negócio.

Além disso, o setor bancário geralmente consegue aumentar seus lucros durante as crises, devido ao fato de que as empresas e pessoas físicas acabam buscando mais empréstimos e pagam mais juros nestes períodos. Com a chegada das fintechs, como Nubank e banco Inter (BIDI11), há uma expectativa de que os bancos grandes sofram um pouco perdendo clientes, principalmente da geração mais nova que domina tecnologia. Mesmo assim, vejo que os bancos estão de olho nisso e provavelmente devem lançar produtos semelhantes ou até mesmo comprar alguma dessas fintechs.

2. Rentabilidade 

A rentabilidade da Itaúsa é excepcional, como diz o Eduardo Cavalcanti, parece uma renda fixa, segue alguns dados da internet.
Fonte: https://eduardocavalcanti.com/an_fundamentalista/itsa/
Olhando histórico de lucros, desde 95 todos anos com lucro líquido positivo, e crescendo, ainda com bons dividendos, é uma beleza.
Histórico de Indicadores
Lucro e Dividendos Anual, até ano passado os dividendos vieram crescendo, vamos ver este ano.
Patrimônio líquido sempre crescendo, Lucro crescendo, ROE perto dos 18%...
Fonte: https://plataforma.penserico.com/dashboard/cp.pr?e=ITSA3
É na minha opinião uma das melhores rentabilidades da bolsa.

3. Liquidez 

As ações preferenciais (ITSA4) tem boa liquidez, com volume médio de R$ 20 milhões por dia, já as ações ordinárias tem um volume médio de apenas R$ 165 mil. Mesmo assim, olhando o book de ofertas, o spread é baixo e tem muitos negócios diariamente, bem tranquilo para o pequeno investidor.
Book (livro) de ofertas ITAUSA


4. Endividamento

Conforme já observado nas imagens dos indicadores de rentabilidade, a Itaúsa tem praticamente zero de dívidas, menos de 1% do PL.



Fontes de pesquisa

  1. Site Relações com Investidores
  2. Plataforma Pense Rico
  3. Eduardo Cavalcanti
  4. Fundamentus
Obs.: Eu percebi algumas diferenças nos valores entre os sites Eduardo Cavalcanti e a Plataforma Pense Rico, mas de modo geral não interferem muito na análise, então sigo usando ambos.

Os 5 setores que Barsi evita em sua carteira



1- Aviação;
2- Construção;
3- Turismo;
4- Carne;
5- Varejo Eletroeletrônicos.

Interessante análise do Barsi, na visão dele estes setores são perenes, mas as empresas não, com grande histórico de falências.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Compra Fleury - FLRY3

Olá!

Essa semana estive estudando mais algumas empresas, e como tinha um saldo sobrando na conta da Clear, resolvi comprar 1 ação da Fleury, que é uma empresa do setor de Saúde.

Além da Fleury estou analisando mais algumas empresas de outros setores, quero adicionar mais empresas pagadoras de dividendos, dos setores elétricos e bancários.

Conforme estou estudando estou melhorando a forma de análise das empresas, no momento criei uma planilha para colocar alguns requisitos importantes para seleção, e vejo que já comprei algumas ações que nem passam nos critérios, mas em busca da diversificação acabei comprando, por terem mais pontos positivos que negativos.

Segue abaixo um print de como está ficando essa planilha de análise das empresas.
Planilha em desenvolvimento com meus filtros
E também estou usando uma planilha do Canal do Holder, que é muito boa por sinal, para fazer alguns filtros e não precisar analisar todas as empresas da bolsa, olha só que interessante.
https://www.youtube.com/channel/UCJIcpGAVfGIVgHSQ6oCcrXg
Assim que der quero ir publicando aqui mais estudos das empresas da carteira, até!

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Estudo da Ambev ABEV3

Seguindo os estudos dos ativos em carteira, hoje vamos falar da Ambev. Vou seguir o modelo que comecei com a Grazziotin, avaliando 4 tópicos que estou considerando muito importantes para mim no momento, são eles: Perenidade, Rentabilidade, Liquidez e Endividamento. Lembrando que nada neste site é recomendação da Investimento. A CVM regulamenta esse tipo de atividade e você precisa ser Analista de Valores Mobiliários para fazer qualquer tipo de recomendação.

A Ambev é uma empresa líder do setor de Bebidas no Brasil, surgiu em 1999 com a união da Brahma e da Antarctica, sendo dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Quilmes, Labatt, Presidente entre outras.
Atualmente a Ambev tem operações em 18 países: Brasil, Canadá, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Guatemala (que também abastece El Salvador, Honduras e Nicarágua), República Dominicana, Cuba, Panamá, Barbados, Saint Vincent, Dominica e Antígua.

1. É perene?

O setor de Bebidas é um setor que eu gosto bastante, as pessoas estão sempre consumindo cerveja, mesmo durante as crises esse setor consegue se manter, como consultado no histórico, A Brahma e a Antarctica, foram fundadas 1888 e 1885, ou seja, são negócios que vem resistindo ao tempo, sendo que a cerveja é milenar.

Atualmente, eu vejo que o consumo de bebidas Puro Malte e também Cervejas/Choppes Artesanais tem crescido muito aqui na minha região, e a Ambev tem se posicionado nestes setores também, adquirindo Micro Cervejarias e criando novas cervejas, como a Skol Puro Malte etc.

2. Tem boa rentabilidade?

Olhando os resultados da empresa, ela teve prejuízo no seu primeiro ano, 1999, e desde então somente lucros ano após ano. Agora desde 2013 seu lucro líquido anda estagnado, embora a receita continue crescendo e o seu patrimônio líquido também.
Fundamentos do Site do Eduardo Cavalcanti

E mais alguns indicadores do site Pense Rico.
Indicadores do site Pense Rico
Nestes indicadores podemos ver que na média a ação costuma negociar com P/L perto dos 25, sendo que em 2017 teve uma alta muito forte que elevou o PL pra 50, mas já retornou em 2018. O DY é um pouco baixo, mas considerando os investimentos e aquisições que a empresa tem feito acho que está OK. O ROE tem caído nos últimos anos, mas ainda me parece bem atrativo também, já que é um ativo considerado defensivo nas carteiras.
O estatuto social da Companhia estipula dividendos obrigatórios mínimos de 40% sobre seu lucro líquido anual ajustado, se houver, conforme apurado de acordo com os IFRS, nas demonstrações financeiras não consolidadas da Companhia. Site RI

3. Tem boa liquidez?

A empresa não tem problema de liquidez, tem um bom volume de negociação diária, na média de 20 milhões por dia, apesar que possui Free Float (percentual das ações disponíveis no mercado) de apenas 27% aproximadamente.
https://br.investing.com/equities/ambev-pn-chart

4. Tem poucas dívidas?

Indicadores da Plataforma Pense Rico
A empresa praticamente tem zero de dívidas, sendo menores que seu lucro líquido, e menos do que ela possui em Caixa.

Fontes de Pesquisa:
  1. Histórico - Site Relações com Investidores da Ambev
  2. Fundamentos - Site Eduardo Cavalcanti
  3. Indicadores - Plataforma Pense Rico

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Estudo da Grazziotin - CGRA3

Olá, hoje resolvi começar uma série nova de textos, comentando sobre os ativos da carteira.

Vou começar pela Grazziotin, o grupo Grazziotin é praticamente uma Holding, possui redes de lojas, algumas que eu conheço aqui da minha região, como a PorMenos e Grazziotin, onde sou cliente e gosto bastante. Analisando o relatório anual, vemos que eles estão abrindo novas lojas praticamente todo mês, sendo a Pormenos a principal, com mais de 50% do faturamento.

Bom, as regras que comecei a definir pra escolha das ações foram as seguintes:
  1. As empresas devem ser negócios sólidos, perenes, que vão durar por pelo menos mais 30 anos. Pensando nisso acho que eliminamos entrar em IPO, eliminamos empresas com muitas dívidas ou prejuízos, vamos selecionar empresas que tem tido lucro nos últimos 5 anos, de preferência crescente, de setores com baixo histórico de falência.
  2. Rentabilidade, para esse quesito precisamos avaliar o preço, existem várias fórmulas, no momento estou estudando a do Graham e também do GreenBlatt. Alguns indicadores pra analisar são: P/L, ROE, DY
  3. Boa liquidez, um filtro pode ser selecionar apenas ações do Índice ou simplesmente analisar o volume negociado diariamente, tendo bom volume que permita a venda rápida em caso de necessidade está OK.
  4. Empresas sem dívidas ou com dívida controlada. Liquidez Corrente Maior que 1, e Dívida/PL menor que 2.
Lucro Líquido Anual

1. Empresas sólidas, negócios perenes

O primeiro quesito, empresas perenes, o grupo Grazziotin passa raspando, no meu ponto de vista, o comércio sempre irá existir, as pessoas sempre irão precisar comprar roupas, móveis, calçados etc, mas o detalhe é que é um setor bastante concorrido onde a boa gestão é muito importante. Como o grupo possui várias lojas distribuídas no interior do estado, conseguem um ganho de escala e uma sinergia entre as marcas, o que eu gostei bastante.
Além disso, eles possuem outros negócios como uma Financiadora, pra crédito pessoal de clientes, um shopping em Porto Alegre, A Grato Agropecuária (50% dela) na Bahia, com plantio de soja, milho, feijão e algodão, e uma floresta de Pinus, com 1490 hectares. Com todos esses negócios, o grupo tem conseguido obter lucros todos os anos, embora não tenha decolado, pelo menos me parece que a gestão é bem responsável e tem conseguido expandir sem tomar muitos empréstimos, de maneira sustentável.


O que me agradou na empresa foi o crescimento constante, embora baixo, mas constante do Patrimônio, conforme o gráfico acima retirado da Plataforma Pense Rico. Mesmo com todas as crises que passamos, essa empresa conseguiu obter este crescimento, então acredito que seja um negócio perene. Neste mesmo gráfico podemos ver que o ROE, Retorno sobre o PL, tem caído nos últimos anos, e os lucros tendem a ser altos no 2º e 4º bimestre, e baixos no 1º e 3º, é um sobe e desce.

Um site que gostei de ver os indicadores fundamentalistas é o Eduardo Cavalcanti, tem um layout limpo e permite fazer uma análise rápida deles.
https://eduardocavalcanti.com/an_fundamentalista/cgra/
Patrimônio e Receita
O Patrimônio cresce que parece uma renda fixa, já o lucro tem seus altos e baixos.
Lucro Liq. e Proventos

2. Rentabilidade

No segundo quesito, Rentabilidade, vemos que a empresa tem seu preço no mercado relativamente baixo, com o Preço/Lucro perto de 10, ou seja, levaria 10 anos pra receber de volta o investimento se os lucros se mantiverem constantes, e o Dividend Yield tem sido distribuído valor próximo do mínimo previsto em lei.
P/L geralmente abaixo de 10, DY perto dos 4,5% ao ano.

3. Boa Liquidez

O terceiro quesito, liquidez das ações no mercado, aqui eu estou vendo que a Grazziotin tem um sério problema, principalmente pra quem está comprando a ação ordinária no mercado fracionário, CGRA3F, quase não tem volume, pra comprar tem sido bem difícil, imagina pra vender. As ações preferenciais até tem mais liquidez, mas também não é grande coisa. Como a ideia aqui é ser sócio, eu desconsiderei essa questão da liquidez e estou comprando a ordinária mesmo, correndo o risco de um dia precisar vender e não ter comprador.
Não tem vendedores das ações CGRA3F
A diferença entre os preços de compra e venda das CGRA3 passa de 1 real no lote padrão, e quase 2 reais no fracionário, o que dá quase 8%. Muito Tenso.

4. Baixo Endividamento

E quanto a dívidas, Grazziotin é bem tranquila, dívida líquida negativa.

Existem outros fatores interessantes a se analisar aqui também, mas em resumo, a empresa é lucrativa, tem apresentado bons resultados, e embora não tenha conseguido aumentar seus lucros, vem expandindo, abrindo novas lojas nos últimos anos, sem necessidade de tomar empréstimos para isso, e tem aumentado seu patrimônio consistentemente.

O lado ruim da empresa é a liquidez, a impressão que eu tenho é que os sócios não querem vender, e como a empresa é pequena e está longe dos holofotes da bolsa, temos poucos negócios. Se a empresa mudar para o Novo Mercado, e convertesse as ações PN CGRA4 em CGRA3, acho que aumentaria a liquidez e ficaria bem mais tranquilo de investir nela.

Links das informações consultadas:
  1. Balanços Anuais
  2. Plataforma Pense Rico
  3. Eduardo Cavalcanti

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mês 006 - Aporte R$ 837,54

Olá a todos!


Este mês fiz uma boa grana extra e por isso resolvi aportar um pouco mais do que o planejado, e deixar o balanceamento da carteira por classe de ativos conforme o plano, 50% Renda Fixa, 25% Ações e 25% FII.

Como eu já tenho R$ 3.400 em RF, a ideia é deixar 1.700 em FII e 1.700 em ações.
Para isso, transferi R$ 104,50 pra XP (FII) e R$ 733,04 para a Clear (Ações), com isso ficaria com os percentuais corretos, só que ainda falta uns trocos pra comprar a cota de GGRC11 que está na fila, e sendo negociada por R$ 143,70 no momento que escrevo, vamos ver como vem os dividendos dos FII esse mês, quem sabe já seja o suficiente e as ações também vou ir comprando durante o mês.
Extrato de Setembro - Tesouro Direto
Compra dia 30-09-2019

Compras 01-10-2019
Este mês foi fácil a decisão do que comprar e quanto comprar, graças a essa tabela de rebalanceamento, e ao planejamento dos porcentuais em cada ativo/classe de ativo.

Agora minha ideia é transformar essa tabela em um sistema, porque estou tendo um pouco de dificuldade pra ficar organizando a parte do preço médio, que preciso pra o dia que for vender, saber se preciso pagar IR ou não.

O bom da planilha é que estou pegando o preço atual automaticamente, e também o PL, que é interessante saber, por exemplo esse mês dei preferência pra ir comprando o que faltava, das que tinham menor PL.

Até o momento estou conseguindo aportar acima do que planejei, tomara que continue!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

XPCM11 - Pensamentos sobre Risco x Retorno

Olá queridos leitores!

Estou analisando com mais atenção minha posição em XPCM11, eu aumentei minha posição nesse FII após uma forte queda, quando a Petrobras, única locatária do único imóvel do fundo, enviou uma carta para gestora avisando que pretende deixar o imóvel, mais informações:
 1. XPCM11 - Fato Relevante
 2. XPCM11 - Fortes Emoções

Após passado as emoções, volto a analisar com mais calma, e estou vendo que as informações que eu tinha na época não eram suficientes para um entendimento do risco envolvido, e agora vejo que o potencial de queda é ainda maior, porque a própria gestora diz isso:
Ressaltamos que os obstáculos serão desafiadores para as companhias. Conforme mencionado no relatório anterior, a Petrobrás paga hoje ~R$118 por m², valor acima da média de mercados muito mais dinâmicos como o centro do Rio de Janeiro (~R$90/m²). Em Macaé, acreditamos que a média de contratos esteja em ~R$ 40 por m², visto que não é uma praça óbvia do mercado de lajes corporativas do Rio de Janeiro. E é nesse preço de aluguel que calculamos o fluxo do fundo, além da redução do valor, adicionamos custos condominiais e de imposto que devem minar o FFO do fundo e os dividendos distribuídos aos cotistas. Estimamos que o dividendo distribuído cairá para 0,15 por cota (DY de 3,0% à cota de R$ 66), valor aquém dos R$ 0,85 pagos atualmente (DY de 15,5%). Desse modo, enquanto a estatal permanecer no empreendimento, esperamos que o valor da cota permaneça no patamar de R$61~65/cota. Após a sua saída, calculamos que a cota deve convergir para R$ 27,36, resultando em um valor de ~R$ 3.500 por m² para o ativo (queda de 73% em relação ao valor de mercado atual do fundo R$ 13.200 por m²).
Fonte: https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiYTJiYmE4ZTUtMWNiMS00MjQ3LTk1NDAtNWJkNTBiNDU5OTM2IiwidCI6ImNmNTZlNDA1LWQyYjAtNDI2Ni1iMjEwLWFhMDQ2MzZiNjE2MSIsImMiOjR9

Desse texto tem coisas que não entendi:
  1. Se os novos aluguéis pagarem R$ 40 por m², queda de 66%, mantendo a proporção o novo dividendo seria de R$ 0,28, mas a XP estima que será 0,15, talvez por mais custos condominiais? O valor recebido por cota, bruto, seria de R$ 0,31.
  2. Por que informaram o valor de mercado R$ 13.200 por m²? Pelos meus cálculos, considerando o preço de hoje R$ 58, o valor correto é R$ 7.512,74. A queda no valor de mercado no preço alvo deles, R$ 27,36 para o atual seria de 54%... Essa informação pegou o preço de mercado anterior ao conhecimento da saída da Petrobrás, R$ 102,00 por cota.

Minhas contas pra verificar os números informados
Pelo que entendi disso tudo, o valor patrimonial do fundo não poderia ser R$ 83 por cota, ou entendi algo errado? Se for isso e o aluguel recebido por metro nos novos contratos for em torno dos 40 reais previstos, o DY pelo PL do fundo fica 0,37%, é um aluguel baixo, acho que não condiz com aluguel de sala comercial, tá mais pra aluguel de residência de baixo padrão.

Essa foi a principal informação que levei em consideração para a compra das cotas após a queda, comprando imóvel abaixo de seu preço. Fica aqui um aprendizado que o P/VP é um indicador perigoso de ser utilizado, comprei as cotas pelo baixo P/VP e agora estou vendo que o VP provavelmente foi mal avaliado, visto que o valor do mercado previsto vai ficar em R$ 3.500, longe dos R$ 10.808 avaliados atualmente.

O resultado desse FII na minha carteira até o momento pode ser visto neste gráfico:
Uma bela queda na carteira de FIIs, hoje está em torno de -21% meu resultado em XPCM:

Por sorte essa carteira está apenas começando, pouco dinheiro aplicado e o pensamento é Longo Prazo, então tenho muito tempo pra pensar sobre o assunto e tomar uma decisão mais acertada. Mas de qualquer forma, estou com uma tendência a me desfazer dessa posição, assim como dos FII de agência bancárias (BBPO11 e SAAG11) que estão com uma situação contrária, estão com P/VP atual muito alto, se vieram e emitir novas cotas (o que muitos FII estão fazendo agora) o preço de mercado deve vir mais próximo do preço patrimonial.

Muitas coisas pra pensar, e vocês o que acham sobre o XPCM e P/VP? Comentem aqui.